ARAPORÃ: Denúncia contra prefeito Ronaldo Sandre e assessores é apresentada na Câmara Municipal

Em ofício enviado à Câmara Municipal de Araporã, assinado pelo vice-prefeito Laciel Alves Faria e pelos ex-vereadores Geraldo Carneiro Filho, Donizete Borges e pela ex- vereadora Renata Cristina Silva Borges, o prefeito Ronaldo Sandre (PT) e os assessores Ailton Hermínio, secretário de Finanças, e Leandro de Souza, diretor de Comunicação, são motivos de denúncia diante de “indícios fortíssimos de irregularidade”.

Ronaldo Sandre, Leandro Souza e Ailton


As denúncias

A primeira denúncia diz que o servidor público Leandro de Souza, que é “professor de ensino religioso”, ainda segundo ofício, “recebeu no exercício de 2014, até abril de 2015, como se o mesmo estivesse na sala de aula, apesar de ser diretor do Decom”. Seus vencimentos teriam sido pagos com verba do FUNDEB e recursos próprios da educação.

Outra denúncia refere-se á compra de materiais da empresa Nimape Madeira e Materiais para Construção, no valor de R$ 1.000.000,00 (hum milhão), tendo os denunciantes não encontrado obras da administração municipal que justificasse o emprego desse material adquirido, ou que houvesse doações dos mesmos.

Os denunciantes questionam ainda o relacionamento comercial entre a empresa Arte Final Gráfica e Impressão Digital Ltda, pelos “vultosos serviços gráficos prestados e a enorme quantidade de papel tipo A4 fornecidos para a prefeitura”.

Outro questionamento é pelo fato de a Arte Final “não emitir nota fiscal de venda de mercadoria e sim de prestação de serviços”.

Tem ainda denúncia de fraude em licitação, que teria sido cometido pela administração municipal, para confecção e instalação de corrimão e guarda corpo na Avenida Afonso Pena no valor de R$ 75.400,00, onde a licitação para tal serviço teria sido realizada com a obra já em andamento.

Os denunciantes se referem ainda ao que chamam de “crime de fraude”, onde estaria envolvido o senhor Paulo Rosa Mendonça e a administração municipal de Araporã, que teria prestado serviço no valor de R$ 7.990,00 na locação de máquinas e que, diante da legislação que proíbe pagar valor maior que este sem licitação, tal licitação teria sido feita para continuar pagando-o pela locação, com Paulo Rosa ganhando. Tendo este procedimento se repetido no ano seguinte, ficou caracterizado segundo a denúncia, “crime de fraude em licitação”.


Oportunidade de defesa

Após a leitura do ofício contendo as denúncias, o presidente da Câmara Municipal de Araporã, vereador Manoel Heleno da Silva disse que enviou cópia à Administração Municipal, para que os denunciados se manifestassem. “Estamos numa democracia, todos têm o direito de defesa”, disse ele.


Versão da Administração Municipal

Ouvido por telefone sobre as denúncias, o diretor de Comunicação da Prefeitura de Araporã, Leandro de Souza, contou que está produzindo documento informando sobre a realidade dos fatos. Ainda segundo ele, “a maioria dos documentos apresentados é falsa”.

 

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